quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vitória sem vitória

Culpar o juiz? Pode até dar vontade, mas a verdade é que pagamos por erros cometidos no passado e no caso do vasco, esse erro aconteceu uma semana atrás em Salvador. Como pode, em uma semana de trabalho, um time mudar tanto? Lutar até o fim, ter FORÇA, deve ser mais que um grito de guerra, tem que ser uma espécie de dogma , porque quem ganha tanto e faz o que gosta nao possui motivo algum pra desistir, ser fraco, ter atuação deprimente.
Hoje, sinto orgulho de torcer por ele, mas frustração por saber que podia estar vivendo um outro presente se em um passado próximo não se tivesse deixado para trás o verdadeiro significado de equipe. Eu me dedico à você, hoje e sempre e tenho como grande mágoa a falta de dedicação à mim. Sinto dor por nao poder comemorar, porque tudo que eu desejava era gritar ainda mais alto o quanto é bom ser vascaína, pois meu time é o da superação(hoje foi), mas nao pude.
Melancólico ou não, a verdade é que amar demais faz sentimentos aparentimente antagônicos terem uma diferença bem tênue, como o ódio e o amor, a felicidade e a tristeza.
O pior de tudo é que quando voce nao consegue ver a felicidade com seu time, nao deseja que ninguém mais consiga ver. Por isso, as coisas seriam menos piores se urubus caçadores de carniça nao tivessem um bom orixá ao seu lado, uma vez que ver a derrota alheia daria um gosto mais doce a nossa vitória sem vitória. É, eles, os endiabrados( só pode ser a essa a explicação), deram sorte e nós, azar.
No auge da fúria, consegui dar uma boa gargalhada, pois um diálogo de desabafo ocasionou uma resposta autêntica:
- Eu: é, amiga, Deus é Flamenguista...
-Ela: Não, amiga. Deus nao é pobre, nem ladrão.

Eu ri!






Atenciosamente, uma fanática crítica e esperançosa, pelo menos por hoje.